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Deficiência visual POSTADO EM 22/04/2009 08:59 (1 ANO ATRÁS)

Unidade especializada Álvares de Azevedo completa 54 anos

Programação iniciou com a mostra de esculturas de artesanato

Independência. Essa palavra, que para a maioria das pessoas pode não significar muita coisa, para Sidney, 37 anos, Andreza, 19 anos, Igor, 16, e Fábio, 17, é muito importante e não tem preço. Eles a (re)conquistaram de um forma diferente e com um apoio mais que fundamental. Além da deficiência visual, essas pessoas têm mais um ponto em comum: encontraram em sua trajetória a assistência da Escola Estadual José Álvares de Azevedo. A Instituição é uma unidade de educação especializada para alunos cegos e/ou com baixa visão, que festejou na sexta-feira, 17, 54 anos de fundação.


A programação iniciou com a mostra de esculturas de artesanato do aluno Igor Araújo, que há 9 anos vem sendo atendido pela instituição. Igor iniciou sua arte logo que perdeu a visão, ainda criança, aos 5 anos de idade e, segundo ele, graças ao acompanhamento de professores especializados da escola, este "dom" pode ser aperfeiçoado. "Isso aqui é tudo em nossas vidas; eu estava totalmente perdida e encontrei um médico que nos indicou para cá; a escola é muito importante para nós", comenta emocionada, Ana Maria Pereira, mãe de Igor.


Após a mostra, a direção da escola fez a abertura do evento. Em seguida, houve um culto ecumênico e a apresentação do Coral composto por alunos da escola. Uma das integrantes, Andreza Silva, possui baixa visão e freqüenta a instituição duas vezes por semana. Para, segundo comenta, "além da música, aprender a utilizar os recursos destinados ao seu nível de deficiência".


Simplesmente "extraordinária". Assim, é a Unidade de Referência para o maratonista Sidney Lima. Ele perdeu a visão aos 15 anos e de 1991 a 1993 foi aluno da escola, e funcionário por 11 anos. Atualmente, apenas faz acompanhamento duas vezes por semana. "Na época, não sabia que existia colégio para cegos, quando soube, não pensei duas vezes. Foi aqui onde tudo começou novamente", conta referindo-se a sua segunda alfabetização, em braille.

 

 

Fonte: Agência Pará
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